Tudo o que vale a pena não está aqui.



Expiação


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Em Expiação, de Ian McEwan, encontramos uma escritora que vai morrer de esquecimento. A entropia avança, e ela lembra o episódio de infância que marcou a vida de várias pessoas, tentando expiar assim o seu pecado. Quando o futuro mudou, a partir de um gesto infantil e teimoso, conseguiu encerrar em si um presente que não chega a acontecer. Entretanto, no passado inacessível a guerra intromete-se, injusta. No presente que devagar desaparece, a escritora recorda o seu erro, e lamenta-se, e tenta a redenção através da literatura, o território cartografado da memória. Quando a doença de que padece a levar, passado, presente e futuro encontram-se. Nesse momento, que está para além da última palavra escrita, apenas o nada existe. A soma de tudo, portanto. De todos os tempos contritos numa plena ausência de tempo. Há quem chame também morte a este fenómeno que pouco (ou nada, sempre nada) tem que ver com deus.


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