Tudo o que vale a pena não está aqui.



Por dá cá aquela palha


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Uma imagem que não está ao meu alcance:
uma sesta dormida numa rede em plena primavera indiana e colonial, moscas enxotadas pelos criados escravizados.
No outro dia, um homem perguntou-me das razões do sofrimento humano, falei-lhe do espírito que nos persegue, como um cão atiçado mordendo os calcanhares. Imagino que não tenha percebido a metáfora.
Jurava que podia sonhar, assim envolto no lençol macio da tarde, com outro destino, outro qualquer destino, em vez daquele. Era eu, dormindo a sono alto. Mas o homem ainda insistia:
não pense que desisto! Gritou, e pareceu-me sinceramente ofendido, eu achei que era um exagero pleonástico.
Havia uma série, em tempos, na televisão portuguesa, onde um tal homem era preso, só por ser assim, um insecto incómodo zumbindo em volta.
O sofrimento humano?, perguntou.
Não me julgue mal, mas é ser acordado todas as manhãs para a puta da vida que nos pôs os cornos!
E virou-me as costas, voltei a cair no sono.


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